sábado, 17 de setembro de 2011

Na indigente procura do meu corpo
encontro o seu
trêmulas inconformidades

Sexo é poesia
e não há poesia sem quadril

Pelo arfar da pele nua
as ondas de pelo
lambendo a carne que é sua
sua
e só há o gozo dos membros
balbuciando gestos e suspiros

entre a quentura que me consome
joga-me num embalaiado
olhos fechados de infinitos

por entre barrigas e bocetas
o ninho que escora minha raiva e sufoca meu contentamento

Estamos engalfinhados na libertação de nós mesmos

2 comentários:

  1. CARALHO!!!!! - será que posso dizer isso por aqui? Mas não tive outra palavra. Foi Visceral. Gosto do seu estilo.

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